Pesquisa coleta sangue e informações de crianças do RN para estudo sobre obesidade e desnutrição

Uma pesquisa do Ministério da Saúde está coletando dados e amostras sanguíneas de crianças de 0 a 5 anos em Natal e Parnamirim, na Região Metropolitana, para fomentar um estudo sobre desnutrição e obesidade infantis. O trabalho está sendo desenvolvido em todo o país e tem coordenação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, trata-se do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani). A ideia é que as informações sirvam para a elaboração de polícias públicas para essa parcela da população.

De acordo com José Erimar, supervisor do Enani no Rio Grande do Norte, a coleta de amostragens no estado potiguar começou no início do mês de dezembro. Na mesma época, também foram iniciadas as coletas em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Sergipe.

O trabalho acontece porta a porta, em localidades previamente selecionadas pelo próprio Ministério da Saúde. Além de José Erimar, outros cinco pesquisadores participam das atividades. O supervisor explica que, no primeiro contato, ocorrem visitas aos domicílios escolhidos para a coleta de informações sobre as crianças.

“Verificamos se as casas têm as pessoas com o perfil indicado para a pesquisa, crianças de 0 a 5 anos. Depois disso, fazemos uma entrevista, para saber informações sobre esses meninos e meninas, pesamos e medimos sua altura. As famílias não são obrigadas a participar e podem nos informar isso no ato da abordagem”, detalha José Erimar.

Depois desta etapa, um laboratório é acionado para realizar a coleta de sangue das crianças. Esses exames vão precisar como estão as taxas e a presença de vitaminas no organismo delas. Tudo isso servirá de base para a pesquisa de combate à obesidade e desnutrição. “Não somos nós quem fazemos as coletas. São laboratórios contratados especificamente para este fim”, esclarece o supervisor.

Ao todo, as duas cidades selecionadas no Rio Grande do Norte têm 240 municípios a serem visitados. De dezembro até aqui, a equipe de José Erimar fez o trabalho em 90.

Fonte: G1 RN

31 de janeiro de 2020 - 8:43h

Maternidade Januário Cicco alega superlotação e suspende internações em Natal

A Maternidade Escola Januário Cicco, localizada no bairro Petrópolis, na Zona Leste de Natal, suspendeu a internação de novos pacientes por tempo indeterminado. O motivo é a superlotação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. A suspensão foi comunicada nesta terça-feira (28) pela unidade.

Em nota, a maternidade alegou que atualmente a UTI tem 30% de pacientes a mais do que a capacidade permite. São 23 leitos ocupados e sete bebês prematuros que estão nas salas de parto e no centro cirúrgico obstétrico à espera de transferência.

A unidade explica que “não mede esforços para atender o máximo de mulheres e bebês, nunca, entretanto, em detrimento da segurança do paciente”. Dessa forma, recomenda que as grávidas priorizem outras maternidades do estado neste período – já que a Januário Cicco recebe também mulheres do interior do RN.

Segundo a maternidade, não há prazo estipulado para voltar a receber novos pacientes. Em nota, a unidade afirma que “tão logo a situação seja normalizada, voltaremos a informar”.

A Maternidade Januário Cicco, que é ligada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é uma das mais tradicionais unidades obstétricas do estado, além de uma das únicas públicas em Natal. Além dela, as unidades obstétricas públicas são a Maternidade Doutor Araken Irerê Pinto, no bairro do Tirol, a Maternidade Leide Morais, em Nossa Senhora da Apresentação, e o Hospital Santa Catarina, no bairro Potengi.

Fonte: G1 RN

29 de janeiro de 2020 - 7:36h

Brasil tem três casos suspeitos de coronavírus, diz ministro

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante entrevista coletiva para atualizar o boletim sobre o novo coronavírus da China

O Ministério da Saúde confirmou no fim da tarde de hoje (28) que o Brasil tem três casos suspeitos de coronavírus. Além de uma estudante de 22 anos, que está internada em Belo Horizonte, mais duas pessoas têm suspeitas de portar o vírus. Uma delas está em Porto Alegre (RS) e outra em Curitiba (PR).

Segundo o ministério, esses pacientes se enquadram na atual definição de caso suspeito. Eles apresentaram febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório; além de terem viajado para a China, país onde a contaminação teve início, nos últimos 14 dias. O ministério não ofereceu mais detalhes sobre os casos.

Dados do ministério apresentados na manhã desta terça-feira mostraram que, no período de 3 a 27 de janeiro, foram analisados 7.063 suspeitas de pessoas com coronavírus no Brasil. Desses, 127 exigiram a verificação mais detalhada e apenas o caso da estudante em Belo Horizonte havia sido enquadrado como suspeita.

Diante da epidemia que tem se espalhado rapidamente pela Ásia e atingindo também países da Europa e da América do Norte, o ministério recomenda que os brasileiros evitem viagens à China. O ministro Luiz Henrique Mandetta pediu para que as viagens apenas sejam realizadas se forem necessárias.

“Nós desaconselhamos e não proibimos as viagens para a China. Não se sabe, ainda, qual é a característica desse vírus que é novo; sabemos que ele tem alta letalidade. Não é recomendável que a pessoa se exponha a uma situação dessas e depois retorne ao Brasil e exponha mais pessoas. Recomendamos que, não sendo necessário, que não se faça viagens, até que o quadro todo esteja bem definido”, disse durante entrevista à imprensa.

Fonte: Agência Brasil

29 de janeiro de 2020 - 7:30h

Coronavírus: Brasil sobe nível de alerta para ‘perigo iminente’

A suspeita de contaminação por coronavírus em uma jovem de 22 anos, em Minas Gerais, levou o Ministério da Saúde a subir o nível de alerta do país para “perigo iminente” nesta terça-feira.

O Centro de Operações de Emergência (COE), acionado pelo ministério desde o início da crise, classifica os riscos em três níveis, em linha com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O primeiro é o nível de alerta, porque havia casos acontecendo em outros países, mas a transmissão estava concentrada na China. O nível dois (“perigo iminente”) se inicia a partir da identificação de um caso suspeito que se enquadre na definição estabelecida pelo protocolo da OMS. Esse é o caso da paciente em Minas Gerais, que viajou à Wuhan, epicentro da crise na China.

A partir da confirmação de um caso da doença, o país entra no terceiro nível, e o governo declara emergência em saúde pública de importância nacional.

Fonte: Blog do BG

28 de janeiro de 2020 - 17:28h

Cidades do RN receberão recursos extras para combater doença de chagas, leishmaniose e malária

Os municípios de Caraúbas e Marcelino Vieira, no Oeste Potiguar, receberão 30 mil e R$ 10 mil, respectivamente, para o fortalecimento de ações de combate à malária, leishmaniose e doença de chagas. No total, 434 municípios em 24 estados brasileiros irão receber R$ 35,5 milhões repassados pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a pasta, foram contemplados os municípios com maior número de casos das doenças nos últimos anos. Além do RN, cidades nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Sergipe, São Paulo, Tocantins, Distrito Federal e Espírito Santo, também receberão repasses.

Para a malária, foram considerados municípios prioritários, aqueles que apresentaram 80% da carga da doença, de acordo com os dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Malária (Sivep-Malária) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) nos meses de janeiro a outubro de 2019.

Os locais prioritários para Leishmaniose visceral foram definidos de acordo com o índice que leva em conta diferentes variáveis, como número de casos e taxa de incidência gerados pelo Sistema de Informação Leishmanioses nas Américas (SisLeish) da OPAS/OMS. Em 2018, 3,4 mil casos foram confirmados em todo o país.

Para a Doença de Chagas, foram considerados municípios prioritários, levando em conta uma análise de vários critérios, incluindo internação e mortalidade, além de vulnerabilidade para a transmissão vetorial domiciliar e incidência de casos agudos. Em 2018, 380 casos agudos da doença foram confirmados no país.

Fonte: Agora RN

27 de janeiro de 2020 - 18:25h

RN registra aumento de 68,9% nos casos de zika, dengue e chikungunya

O número de casos prováveis de dengue, zika e chikungunya registrados no Rio Grande do Norte aumentou 68,9% em todo o ano de 2019. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), os registros passaram de 32.980 em 2018 para 55.704 ao longo de todo o ano passado.

Os dados da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige) foram divulgados nesta quinta-feira (23). O boletim encerrado em 28 de dezembro de 2019 aponta para a notificação de 39.056 casos suspeitos de dengue, com 10.792 confirmações, o que representa uma incidência de 1.122,62 casos por 100 mil habitantes.

Em todo o Rio Grande do Norte, o período do ano com maior incidência de dengue aconteceu entre 19 de maio a 31 de agosto, quando foram notificados 20.554 casos suspeitos de dengue.

Quanto a chikungunya, foram notificados no Estado 15.402 casos suspeitos, sendo confirmados 6.310.

Com relação ao zika vírus, foram registrados 1.246 casos prováveis. Foram confirmados 81 casos e descartados 397.

A subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Alessandra Lucchesi, destaca a prevenção dessas doenças. “É necessário que todos tomem as medidas de prevenção à proliferação do mosquito Aedes aegypti: receber o agente de combate às endemias em suas residências, eliminar água de vasos de flores, tampar tonéis e tanques, não deixar água acumulada, manter caixas de água e fechadas e colocar o lixo em sacos plásticos, entre outras”, encerra.

Fonte: Agora RN

24 de janeiro de 2020 - 8:57h

Coronavírus já matou 26 pessoas; OMS mantém alerta permanente

Vinte e seis mortos e 830 pessoas infectadas com o coronavírus são os números mais recentes sobre o coronavírus, divulgados pelo governo chinês.

A agência de notícias France Press cita a Comissão Nacional de Saúde da China e diz que mais de mil casos considerados suspeitos estão sendo investigados.

O Japão anunciou, na madrugada de hoje, o registro de mais uma pessoa infectada pelo vírus. Uma segunda pessoa infectada também foi confirmada na última madrugada na Coreia do Sul.

Há poucas horas, o Cirque du Soleil anunciou o cancelamento de todos os espetáculos na cidade de Hangzhou, na China.

Mesmo diante desse cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a considerar prematuro declarar situação de emergência internacional, mas reconheceu a urgência na China, acrescentando que acompanha atentamente a situação.

A OMS admite voltar a reunir uma comissão de peritos para analisar a questão. Três cidades chinesas estão de quarentena. Até agora não há conhecimento de qualquer caso na Europa.

Muitos aeroportos em todo o mundo já estão adotando medidas de controle dos passageiros procedentes da China.

Fonte: Agência Brasil

24 de janeiro de 2020 - 8:51h

Mais dois casos de sarampo são registrados no RN, diz Secretaria de Saúde

A Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap) confirmou nesta quinta-feira (23) que mais dois casos de sarampo foram confirmados no estado. Com isso, o total de casos no Rio Grande do Norte subiu para oito.

A atualização dos dados consta no boletim epidemiológico da Sesap divulgado nesta quinta-feira (23). Ele é referente à última semana de 2019.

As últimas pessoas infectadas haviam sido diagnosticadas com a doença em novembro do ano passado. O primeiro caso no estado após 19 anos foi registrado em julho de 2019 – um homem de 54 anos que havia tido viagem recente à São Paulo.

Além dos casos confirmados, outros 29 estão em investigação e 57 foram descartados. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a maior concentração dos casos em investigação é na Região Metropolitana de Natal.

Entre os oito casos confirmados, três foram em Natal e duas em Tibau do Sul (uma delas um bebê de 1 ano e seis meses), as duas cidades que mais reúnem infectados pela doença.

O sarampo é uma doença infecciosa grave causada por um vírus. A transmissão ocorre pela tosse, fala, espirro ou respiro próximo. Se o paciente apresentar febre e manchas no corpo acompanhado de tosse, coriza ou conjuntivite, deve procurar auxílio médico. De acordo com a Sesap, essa recomendação serve principalmente para quem esteve nos 30 dias anteriores em locais com circulação do vírus. Qualquer caso suspeito deve ser informado imediatamente às Secretarias Municipais de Saúde.

Fonte: G1 RN

24 de janeiro de 2020 - 8:45h

Sobe para 17 o número de casos por intoxicação por cerveja contaminada

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais anunciou na noite desta segunda-feira que o número de casos suspeitos de intoxicação pela substância tóxica dietilenoglicol encontrada em cervejas da marca Belorizontina subiu para 13 e outros quatro casos já foram confirmados.

Os casos ainda não confirmados apresentaram sinais e sintomas condizentes com os da síndrome nefroneural, com insuficiência renal grave e alterações neurológicas, e estão em investigação.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) determinou que todas as cervejas e chopes da Cervejaria Backer produzidas entre outubro de 2019 e a data desta segunda-feira, 13 de janeiro, sejam recolhidas. A Backer é a cervejaria responsável por produzir a Belorizontina.

Além do recall das cervejas, a comercialização dos rótulos produzidos pela Backer está suspensa até que seja descartada a possibilidade de contaminação dos produtos. Segundo o Mapa, no entanto, até o momento não foi confirmada a presença de etilenoglicol ou dietilenoglicol em outras marcas da empresa.

“Estes produtos estão sendo analisados e, caso existam resultados positivos, novas medidas serão adotadas”, diz nota do ministério.

Na sexta-feira, o Ministério anunciou a interdição da cervejaria. Na ocasião, foram apreendidos 16 mil litros de cerveja. No mesmo dia, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também suspendeu preventivamente a distribuição e comercialização de dois lotes da Belorizontina: o L1 1348 e L2 1348.

A Polícia Civil anunciou na manhã desta segunda-feira que um terceiro lote está contaminado. Além disso, outro material, o monoetilenoglicol, teria sido encontrado em amostras do produto. O novo lote contaminado é o L2 1354.

Fonte: Extra

14 de janeiro de 2020 - 8:09h

Brasil registra segundo ano com maior número de casos de dengue da história

O número de casos de dengue registrados no Brasil em 2019 foi o segundo mais alto da série histórica, segundo o Ministério da Saúde. Os dados, de 1º de janeiro a 7 de dezembro, apontam 1,5 milhão de notificações, concentradas principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Quase dois terços das ocorrências foram em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. E a tendência é de que os registros continuem altos em 2020.

A série histórica do governo federal teve início em 1975. O ano passado fica atrás somente de 2015, quando houve quase 1,7 milhão de registros da doença no País, conforme o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do ministério. Mas superou as notificações dos anos de 2017 e 2018, que registraram cerca de 239 mil e 266 mil casos prováveis da doença, respectivamente.

Para Rodrigo Said, coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, o verão com altas temperaturas e chuvas intensas contribuiu para o quadro. Outro fator foi a circulação de um novo sorotipo do vírus. “Desde 2010, as epidemias eram causadas pelos sorotipos 1 e 4. Tivemos uma alteração para o sorotipo 2 em 2018, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste.” De acordo com ele, o sorotipo 2 não circulava nessas áreas desde o ano de 2008.

Em 2019, foram registrados 754 óbitos pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, ante 155 no ano anterior. Já em 2017, o balanço da pasta foi de 185 mortes.

“A ocorrência do óbito por dengue está ligada a questões individuais, como a resposta do paciente à doença. Também tem fatores relacionados ao vírus. O 2 que está circulando pode ocasionar apresentações mais graves e número maior de óbitos. Além disso, a literatura médica mostra que a segunda infecção pode ser mais grave do que a primeira”, afirma Said.

Só no Estado de São Paulo, em 2019 foram registrados cerca de 442 mil casos da doença, ante 19,7 mil casos no ano anterior. Na capital, o total de registros não foi alto (cerca de 16,8 mil). A doença se concentrou, principalmente, no oeste paulista, como na regiões de Ribeirão Preto e Presidente Prudente.

Segundo o ministério, a doença costuma alternar biênios de alta e baixa incidência. Os anos de 2017 e 2018 haviam sido períodos com menos registros do vírus. Por isso, Said afirma ser possível que o quadro de alta de registros se mantenha este ano.

“O ministério tem desenvolvido várias atividades com as secretarias, de controle e pesquisa sobre o Aedes, mas precisamos mobilizar a nossa população para desenvolver ações efetivas para eliminação e redução dos criadouros dos mosquitos”, diz Said. O intervalo de dezembro a maio é considerado o período propício para a doença.

“Estamos com 22 pesquisas contratadas na área e fazendo investimentos para o diagnóstico laboratorial, para o desenvolvimento de vacinas e expansão do uso da Wolbachia (micro-organismo que faz com que o mosquito perca a capacidade de transmitir vírus na picada).” A troca do inseticida usado também será feita em 2020 – como o mesmo produto tem sido usado nos últimos sete anos, isso pode ter favorecido o surgimento de insetos mais resistentes.

Fonte: Agora RN

9 de janeiro de 2020 - 9:04h