Anvisa interrompe testes da vacina chinesa no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu ontem os testes da vacina Coronavac, testada contra o novo coronavírus, após o registro de evento adverso grave. O órgão federal não detalhou qual foi o problema registrado com o imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantã em parceria com o laboratório chinês Sinovac. O produto está em fase três de testes.

Essa é uma das candidatas a vacina contra o coronavírus e é desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan (São Paulo). Com a interrupção do estudo, nenhum novo voluntário poderá ser vacinado.

A Anvisa disse, por meio de um comunicado, que foi notificada de um efeito adverso grave em 29 de outubro. A agência não informou, no entanto, a causa específica desta suspensão. São considerados “eventos adversos graves” morte, evento adverso potencialmente fatal, incapacidade ou invalidez persistente, internação hospitalar do paciente, anomalia congênita ou defeito de nascimento, qualquer suspeita de transmissão de agente infeccioso por meio de um dispositivo médico, evento clinicamente significante. Essa é a terceira vacina experimental contra a Covid-19 que teve seus ensaios clínicos suspensos por conta de eventos adversos graves. A candidata de Oxford teve seus testes interrompidos depois que uma voluntária apresentou sintomas de uma doença neurológica e a vacina da Johnson & Johnson também parou os testes depois de uma “doença inexplicada” em um dos participantes. “Com a interrupção do estudo, nenhum novo voluntário poderá ser vacinado”, informou, em nota, a Anvisa, sem dar mais detalhes sobre o evento adverso grave. Ontem, o Ministério da Saúde informou que mantém negociações com a farmacêutica Pfizer, produz uma vacina contra a covid-19. O imunizante da Pfizer apresentou eficácia de mais de 90%, conforme uma análise preliminar divulgada ontem.

10 de novembro de 2020 - 8:39h