Onda de calor não atingirá o RN, diz meteorologista

A onda de calor sentida em vários Estados brasileiros não atingirá o Rio Grande do Norte, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn). O alerta de grau máximo para o aumento da temperatura foi emitido nesta semana pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e colocava o RN entre as unidades federativas a serem afetadas com o aumento brusco da temperatura.

Pelas ruas de Natal, sensação é de que está fazendo mais calor e populares buscam se proteger. Além do Rio Grande do Norte, Estados como a Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, São Paulo e Tocantins também foram alvos do alerta emitido pelo Inmet. Esse aviso, segundo a entidade, aponta para riscos de incêndios florestais nas áreas apontadas e situações de perigo para a saúde dos indivíduos, como ressecamento da pele e desconforto nos olhos, boca e nariz. o Inmet, o alerta foi necessário porque as temperaturas nessas regiões estão 5ºC acima da média nos últimos cinco dias. A instituição recomenda que as pessoas busquem orientação junto à Defesa Civil dos municípios, por meio do número 199. De acordo com o chefe da unidade instrumental de meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot, as temperaturas registradas nos primeiros dias de outubro mostram que o Estado não sofrerá influência neste momento específico da onda de calor. Com a chegada da primavera, explicou o meteorologista, é natural que haja aumento nas temperaturas em outubro. “Em Natal, nesses oito dias de outubro, tivemos uma máxima de 30 graus. É normal. A mínima variando entre 23, 24 graus, também normal. No interior do Estado, em Caicó, a temperatura máxima chegou a 37,9 e a mínima em 18 graus, dados que estão no Inmet. Essa temperatura máxima e mínima para Caicó também é normal, porque é uma região semiárida e o clima se comporta como um deserto, muito quente durante o dia e muito frio durante à noite”, esclareceu Bristot. Ainda de acordo com o especialista, estudos mostram que, quando o fenômeno La Ñina atua no Oceano Pacífico, há um aumento de temperatura no Sul do país, o que acaba provocando uma condição de normalidade no Nordeste.

Se durante o período chuvoso, a evaporação fica em torno de quatro a cinco litros de água por metro quadrado por dia, nessa época do ano, essa evaporação dobra. A atmosfera está seca, principalmente no período da tarde. Então o fluxo de onde tem mais umidade para onde tem menos é maior. É por isso que se tem maior evaporação nessa época do ano. Diminui a umidade, você tem mais ventos, que faz com que haja um incentivo nessa evaporação”, explicou o chefe da unidade da Emparn, Gilmar Bristot.

9 de outubro de 2020 - 8:14h